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A importância do civismo para a sociedade

 

A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. No dia 7 de setembro de 1822 D. Pedro proclamou a independência às margens do Rio Ipiranga, trazendo a tona para nós brasileiros todo um civismo e sentimento de patriotismo.

Foi criado no governo de Getúlio Vargas, em 1936, o costume de se executar o Hino Nacional nas escolas (públicas ou privadas) que tinha como objetivo maior, fazer com que os estudantes aprendessem a cantar o hino, um dos símbolos nacionais, além de servir como demonstração de amor à pátria.

Hoje será que somos patriotas? Onde está o nosso civismo? Murcho? Adormecido? Guardado sob sete chaves? Talvez morto? Civismo hoje em dia é uma característica que se encontra em falta na nossa sociedade. A propagação de valores e regras, essenciais para a vida coletiva, é algo que, mesmo existindo, não é respeitado. 

Procura-se o civismo, mas... Onde encontrá-lo?  Fácil é saber onde está a falta dele. Vivemos numa sociedade impregnada de um individualismo que consome a paciência de todos. Basta ver o ritual matinal nos transportes públicos em que o respeito pelos outros é posto a parte de modo a garantir o sucesso dos objetivos individuais, sendo que neste caso é só querer garantir um lugar, mesmo que seja empurrando uns aos outros para ter o privilégio de adentrarem as custas de grosserias e total falta de educação e aos que entraram e superaram ao furação de pessoas, ouvimos  conversas entre eles, até então desconhecidos, onde se consegue recolher logo dados empíricos que comprovam a falta de civismo das pessoas. 

Basicamente, só em temporada de Copa do Mundo o orgulho de exibir o verde e amarelo vivos de nossa flâmula ganha os corpos, as mentes e os corações da brava gente brasileira. E não raro vira estampa de peças íntimas ou roupas sumárias, em flagrante desrespeito aos símbolos da pátria.

“A Bandeira Nacional, é o orgulho nacional, é para os países o que a autoestima é para os indivíduos: uma condição necessária para o aperfeiçoamento. O patriotismo é uma forma de orientação política”, afirma Richard Rorty (filósofo norte americano). 

Como os Estados Unidos, por exemplo, onde se vê bandeiras hasteadas por todo o país, sejam nas casas, carros, escolas, bares e restaurantes, hotéis, postos de combustíveis, etc., além de uma população que valoriza a terra natal. 

Mas será que esse é o tipo de civismo que realmente estamos precisando? Será apenas cantar hinos (que é conhecido e cantado corretamente por pequena parcela da população), ver desfile militar, torcer pelo país nas competições onde  atletas brasileiros estão competindo.  Será isso civismo?

Vale lembrar que, até meados da década dos 80, tinham na grade curricular disciplinas como Educação Moral e Cívica ou Organização Social e Política Brasileira, cujo objetivo era promover o conhecimento e sentimento de patriotismo nos alunos desde tenra idade.

 


Hoje “o ensino fundamental deveria trabalhar nas crianças os valores de cidadania, que são cruciais para uma boa atuação em sociedade e para criar laços de amor pela nossa pátria”, argumenta Dimov 2007.

Na tentativa de mudar essa desvalorização cívica e motivar a população a ter mais paixão pelo país, a partir de 22 de setembro de 2009, as escolas de ensino fundamental são obrigadas a realizar o momento cívico, com a execução do hino nacional do Brasil, por, no mínimo, uma vez na semana.

Cidadania, civismo e civilidade fazem parte do mesmo processo inerente à vida em sociedade. São conceitos verdadeiros de padrões sociais. Cantar o hino nacional, mas não ter ideia do seu significado, só por só, não é ato cívico.

O civismo pode e deve ser demonstrado em todo e qualquer ato, prestado por todo brasileiro, em que se busque o bem comum, não necessita, primordialmente, ter um grande alcance como torcer pelo Brasil em um jogo; basta o ato trazer o bem comum não só para si.

É a manifestação de amor pela pátria, pelo país em que se nasceu e se vive uma atitude ativa, consciente e construtiva do cidadão no seio da comunidade. Refere-se mais especificamente as atitudes e comportamentos, atitudes que no dia-a-dia manifestam diferentes cidadãos na defesa de certos valores e práticas assumidas como fundamentais para vida coletiva, visando preservar a sua harmonia e melhorar o bem estar de todos.  

Não se restringe apenas ao amor à pátria, é claro que esse é o mais importante, mais um ato cívico, se considera também o respeito pelo próximo, respeito no trânsito, respeito pelas leis de seu país. É saber viver bem em sociedade, entre diversos outros.

A nação brasileira é composta por uma grande variedade de pessoas, de diversas etnias, cores e religiões. O país é conhecido lá fora como um lugar acolhedor, onde seu povo é caloroso e alegre, apesar de todas as dificuldades que enfrentam rotineiramente.

O que nós brasileiros sabemos é que o nosso Brasil precisa ainda de muitas mudanças para se tornar um país melhor, sem tantas injustiças. Para que essas transformações ocorram é necessária à ajuda e colaboração de seu povo.

O sentimento de patriotismo é demais importante, diria até que é imprescindível. Pois, esse deve ser o primeiro passo para motivar nosso povo a querer lutar por essa nação, a fazer com que as pessoas descruzem os braços e arregacem as mangas para construir um país melhor. Onde haja emprego para todos, crianças com saúde e alfabetizadas, onde os hospitais públicos estejam sempre em ótimas condições, possibilitando um tratamento decente aos adoentados, onde os pais possam sair às ruas com seus filhos tranquilamente a qualquer hora do dia sem medo ou receio que apareça um bandido de repente para lhes fazer algum mal. E, finalmente, para que deem poder a um líder, com competência e honestidade suficiente para tomar frente dessa luta e promover um presente e um futuro melhor para essa nação que tem tudo para servir de exemplo a todas as outras.

 

Por Cida Lopes • Gestora/Produtora de Eventos/Docente – MBA em Hospitalidade •  cida.aparecida.lopes@gmail.com


 

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