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Benefícios no consumo de feijão 

Porque os Brasileiros estão comendo menos esse alimento?

 

O feijão é praticamente um alimento completo. Contêm carboidratos, que fornecem energia, proteínas para construção de músculos e sangue, é fonte de fibras solúveis e insolúveis (importantes para a saúde do intestino e controle na absorção de gorduras e açucares), além de conter cálcio, magnésio, potássio, ferro e zinco.

Uma concha de feijão (60g) fornece poucas calorias, em torno de 46 Kcal, enquanto que uma banana tem 70 calorias, um pão francês 140 calorias, e um copo de refrigerante 65 calorias.

Consumir feijão diariamente pode prevenir e até tratar algumas doenças. Graças a sua composição ele combate a obesidade, diabetes, doenças do coração e até alguns tipos de câncer.

Um componente importante presente no feijão por sua ação é a glicoproteína faseolamina, ela impede que a enzima alfa-amilase degrade carboidratos em glicose. Desta forma há menos glicose para ser absorvida e assim menor ingestão calórica resultando em menor ganho de peso. Além disso, com menos glicose disponível há melhor controle da glicemia, fundamental para os diabéticos.

Pessoas que não tem hábito de comer muitas fibras (presente em vegetais e frutas) podem alcançar até 30% das necessidades diárias desse nutriente  apenas comendo feijão.

 


As fibras são essências no controle de peso, pois aumentam a saciedade diminuindo a ingestão total de alimentos, evitando a obesidade e suas complicações como hipertensão, colesterol alto, diabetes mellitus tipo 2, doenças coronarianas, derrame, disfunção da vesícula biliar, apneia do sono, problemas respiratórios e alguns tipos de câncer.

As pesquisas de orçamento familiar-POF do IBGE tem mostrado que o Brasileiro vem reduzindo o consumo de feijão.
Em 1974 o consumo de feijão representava 8,13% das calorias ingeridas já em 2009 esse valor passou para 5,68% ao mesmo tempo em que o consumo de salgadinhos e refrigerantes aumentou. 

Segundo essa mesma pesquisa do IBGE o que está influenciando o consumo de feijão é o poder aquisitivo das famílias, não é o preço desse alimento.

Familiais com maior renda consomem menos feijão, isso mesmo, famílias com mais dinheiro comem menos feijão, enquanto que as famílias de baixa renda mantem o tradicional arroz e feijão presente no dia a dia. 

O IBGE também mostrou que as famílias com maior renda estão comendo menos feijão e aumentando o consumo de sal, açúcar, gordura, refrigerantes, pizzas, ou seja, aumentando o consumo de alimentos industrializados e pre- prontos. Provavelmente essas escolhas estão ligadas à praticidade e a falta de tempo, além de fatores como alimentação fora de casa e abandono de alguns hábitos familiares.

A orientação nutricional, ilustrada na pirâmide alimentar, recomenda o consumo diário de feijão, ou outra leguminosa, em pelo menos uma das refeições completas do dia, de preferencia no almoço.

 A quantidade a ser consumida por dia para adultos seria:

Feijão cozido ( 50% de caldo): 1 concha, ou

Feijão cozido (somente grão): 2 colheres de sopa, ou 

Feijão branco cozido: 1 ½ colher de sopa, ou

Ervilha seca cozida: 2 ½ colheres de sopa, ou

Grão de bico: 1 ½ colheres de sopa, ou

Lentilha cozida: 2 colheres de sopa, ou

Soja cozida: 1 colher de servir.

Os benefícios no consumo de feijão são comprovados e conseguidos com pequenas quantidades, então porque abolir esse importante alimento do dia a dia?

 

Por Edina Aparecida T. Trovões • Nutricionista CRN3-1579 • edina.trovoes@terra.com.br
Consultório: 2307-1551


 

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