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A ansiedade e sua relação com outras doenças
Existe realmente uma relação da ansiedade com outras doenças?

Sim. A ansiedade (sensação de medo ou nervosismo que antecede momentos de perigo real ou imaginário, acompanhada de sensações físicas) é caracterizada tanto por sintomas físicos quanto psicológicos. Muitas vezes, os sintomas físicos são tão intensos quanto os psicológicos, causando muito mal-estar. A ansiedade provoca o indivíduo a entrar em ação, porém, quando excessiva, ocorre o contrário, impede reações.

Essas reações podem ser divididas em três tipos: tensão motora (incapacidade de relaxar, fadiga e dores de cabeça); hiperatividade autonômica (dificuldade para respirar, palpitações, sudorese, tonteira, além de alterações gastrointestinais), e hipervigilância (insônia, irritabilidade). Entre os sintomas psicológicos estão preocupação exagerada com tudo, mesmo sem motivo para tais preocupações, irritabilidade intensa sem causa, inquietação, sobressalto, insônia, insegurança e tensões. Assim, pode-se dizer que a diferença entre um quadro normal de ansiedade e uma situação patológica é o exagero. Um paciente com ansiedade pode ficar mais vulnerável a apresentar problemas de saúde, como pacientes com doenças físicas podem ter seu estado geral comprometido pelo aparecimento da ansiedade exagerada. Diversas situações clínicas estão frequentemente correlacionadas a um nível de ansiedade que ultrapassa o esperado para uma reação positiva. A ansiedade provoca alterações significativas no sistema imunológico, desencadeando uma variedade de sintomas psicológicos e físicos. Entre os sintomas físicos, o mais frequente são as alergias.

Às vezes, é difícil diferenciar a ansiedade associada a algum outro problema de saúde de um transtorno de ansiedade puro. Os casos de doenças do Sistema Cardiorrespiratório e Digestivo são um bom exemplo dessa dificuldade. Ambos os sistemas são muito vulneráveis ao aumento de ansiedade. Assim, um paciente com gastrite muitas vezes apresenta aumento de ansiedade com seu problema físico e, a ansiedade aumentada faz com que a dor e a queimação provocadas pela gastrite fiquem mais intensas e insuportáveis.

A presença de sintomas variados em diferentes órgãos deve sempre levantar a suspeita de uma ansiedade primária, que exames adequados podem comprovar. Além disso, a avaliação do grau de ansiedade de um paciente deve sempre ser investigada também através do relato de suas atividades e preocupações. Nos casos de um número elevado de sintomas físicos, muitos pacientes não admitem estar sofrendo de um transtorno mental, como é o caso da ansiedade patológica. Essa resistência acaba dificultando o diagnóstico e o tratamento adequado do problema.

O tratamento deve envolver tanto a doença física quanto o transtorno de ansiedade, e este deve ser tratado com medicação específica e psicoterapia. O paciente ansioso deve conscientizar-se ainda, da necessidade de melhorar sua qualidade de vida com lazer, trabalho, buscar objetivos, moderação no consumo de álcool e cafeína, exercícios físicos, atividades ao ar livre e sono repousante.

Por Renaura Silva Francisconi Pardal • CRP 35469-7 • Psicóloga Clínica e Psicopedagoga • Consultório: Av. Amador Bueno da Veiga, 1.230 cj 1002 • renaura.f@hotmail.com • cel: 99299-0932 • 2791-4005


 

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