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Mulher e Música
uma combinação mais que perfeita!

Dizem que a mulher é o sexo frágil, que mentira absurda!
Mulher nova, bonita e carinhosa, faz o homem gemer sem sentir dor!

A Deusa da minha rua...

Essas três frases acima, óbvio, são dedicadas à mulher afinal ela sempre foi, é e será a verdadeira musa e inspiração para os poetas de plantão criarem suas canções e não poderia ser diferente já que o amor igualmente significa fonte onde se deve beber para buscar novas composições. 

Essa mais que merecida idolatria à mulher vem de longe, muito antes até mesmo do nosso País ser descoberto. Composições enaltecendo a beleza feminina já eram prática comum e com maior intensidade na Grécia antiga e dentro da Mitologia Grega, uma série de conquistas dos deuses se concretizava graças a músicas que acabavam por envolver as pretendidas e se podemos achar que a mulher inspirava somente aos deuses estamos enganados já que a recatada vida das mulheres gregas povoavam o cancioneiro de então.

Existem registros de que os povos chamados bárbaros, apesar de toda truculência, reservavam momentos de sonhos com músicas nem sempre acompanhadas por letras, agraciando a beleza de suas mulheres e olhe que isso ocorria entre uma batalha e outra nos fazendo crer que as mulheres sempre foram imagens de devaneio junto aos homens!

Com Roma antiga não seria diferente pois a cada nova conquista das legiões romanas, festas se promoviam para enaltecer esses atos que sempre culminavam com mais e mais amores nascidos mesmo que nos acampamentos militares.

O Império Romano pode ter entrado em declínio porém, isso não abalaria jamais a principal fonte de busca pelo enaltecimento à mulher. Durante os reinados da França, por exemplo, reuniões e saraus eram realizados ao redor de mulheres e aqueles compositores tentavam não apenas ganharem a aprovação dos presentes como também e principalmente, ganharem de presente (desculpem a redundância) a atenção e o coração de alguma daquelas assistentes que envaidecidas, acabavam se entregando de corpo e alma (muitas vezes mais de corpo) aos cantadores. E essa prática era, na verdade, muito comum em boa parte da chamada Europa civilizada, estendendo-se pela Inglaterra, Itália (herança dos tempos do domínio romano), Espanha e Portugal para não ficarmos presos às aulas de geografia!

Mas vamos ficar em nosso Brasil?

Quem de nós, homens, ainda na infância não se apaixonou por uma de nossas professoras? Aquela imagem imponente diante de nossos olhos que se abriam para a vida, crescia em nosso imaginário e frequentemente serviam de base a muitos de nossos desenhos de então. E isso não era exclusividade de alunos não! 

Os mais idosos deverão se lembrar daquela música que enaltecia as virtudes da professorinha que embarcava muito cedo no trem para a escola, mesmo momento em que aquele boêmio retornava das noitadas. Uma das frases mais comprobatórias desse sentimento dizia que “e no trem das professoras, entre outras mãos sedutoras eu não via mais ninguém”. Acreditem que esse amor platônico não era de um aluno e sim, como já disse, de um boêmio que retornando para casa após mais uma noitada, se encantava com uma professorinha.

Uma das mais belas homenagens, na minha opinião, feitas à mulher em uma canção antiga diz que “olhava só para mim, vitória de amor pensei, mas foi tudo um sonho, acordei”. Lindo isso, muito lindo mesmo. E para quem pensa que a mulher só é cantada - não, não, quando digo cantada isso não significa receber xaveco (rs), pelos homens, engano! Um dos maiores sucessos de Gal Costa - Folhetim, mostra a visão dos homens pelo lado feminino quando afirma que “mas na manhã seguinte, não conta até vinte, te afasta de mim, pois já não vale nada é página virada, no meu folhetim!”. Isso deve ter doído muito em quem inspirou tal momento (+ rs). Antes disso se tornar público, no entanto, haviam as garotas papo firme que andavam de mini saia, estavam por dentro de tudo e só namoravam com caras cabeludos.

E quem não balançou o esqueleto em uma festa ao ouvir que “mulher ruim, jogou minhas coisas fora”. Sim, por que as mulheres mesmo em suas TPM’s servem de muita inspiração para os homens! Na verdade, o que seria de nós, homens, sem a presença das mulheres? Nada, pois nem poderíamos ter nascido! Deixando essa questão da procriação de lado, imaginemos que um amor nem sempre cura o outro e isso fica claro em Depois do prazer do SPC onde é afirmado que “estou fazendo amor com outra pessoa, mas meu coração vai somente seu”. O samba sempre, por sinal, bebeu nessa água como em Ana Maria, imortalizada no vozeirão de Nelson Gonçalves e que dizia assim: “prá ela eu digo coisas quando passa, e seu amor eu vou tomar na raça, um dia eu tomo mesmo, e essa tristeza mando andar, e ponho Ana Maria em seu lugar”. 

Verdade seja dita, sem a mulher a música estaria irremediavelmente perdida e sem nenhum exagero pois ela, a mulher, está relacionada à vida de uma maneira geral, até mesmo quando corre o risco de ser diminuída em seu valor como acontece frequentemente com certos gêneros musicais que me permito não mencionar afinal cachorra não deve ser um dos atributos destinados à elas, mas deixemos isso de lado! As velhas e as novas canções sertanejas devem sempre mencionar duas coisas, mulheres e boiadas e hoje em dia, falam mais das primeiras assim como já apareceram odes (gostaram desse termo?) voltadas a mostrar a liberação das mulheres como em Natasha onde se afirma que “tinha dezessete anos quando saiu de casa” ou então em outro exemplo bem acabado que afirma que “pelas ruas onde andas, onde mandas todos nós”. Quer mais? Dá uma pesquisada ou preste um pouco mais de atenção no que se ouve nas rádios e descubra quantas citações se referem à presença da mulher em nossas vidas! 

Para ser justo com esse tema, deveria escrever uma mini série o que a Direção da revista não deve achar uma boa ideia então, vou ficando por aqui na certeza de que essa fonte, ao contrário da crise hídrica que sofremos, não deverá ter um final ao menos tão próximo. A mulher que neste  mês tem, uma vez mais, um dia dedicado a ela e de maneira internacional, continuará sendo o que sempre foi ou seja, única, com suas facetas, erros e acertos, broncas e alegrias, etc e nós, homens, continuaremos a babar em seus passos, mostrando que o sexo forte, na verdade, não somos nós.

 

Por Bruno Saike • Músico e vocalista da Banda He Saike
 

 


 

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