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A depressão no contexto biopsicossocial


A depressão é uma doença psicológica e física. Sentimento de tristeza fora de proporção nem sempre relacionados às causas externas, sensação de vazio, desânimo, desinteresse, medo, insegurança, pessimismo, incapacidade de sentir alegria, insônia, diminuição da libido e falta de interesse pelas atividades cotidianas caracterizam a depressão. A doença interfere na habilidade pessoal de trabalhar, dormir, comer e relacionar-se. O tratamento é feito com sucesso em pelo menos 80% a 90% dos casos.

Entre os recursos, existem remédios que atuam no desequilíbrio químico dos neurotransmissores, mas estes não contribuem sem as sessões de psicoterapia. A depressão afeta pessoas de todas as raças, sexo, situação econômica, sejam elas homens ou mulheres, crianças, adolescentes ou idosos. Estatísticas demonstram que pessoas que sofrem de depressão severa e não procuram tratamento, pode até resultar em suicídio.

É normal passarmos por períodos de tristeza em nossas vidas, mas é a severidade desses episódios depressivos que vão diferenciar de um simples sentimento de tristeza.

Sabe-se que a depressão é causada por um desequilíbrio neurotransmissor (substâncias químicas responsáveis pela transmissão de informações entre um neurônio e outro) no cérebro. As causas ainda são estudadas pela ciência e, a hereditariedade é um fator muito importante, mas sabe-se também que hoje fatores ambientais como violência, falta de emprego, separação, perdas, problemas conjugais e sexuais entre outros, são capazes de afetar a vulnerabilidade de uma pessoa. É desta forma que podemos dizer que os distúrbios da mente, além da genética, têm origens biopsicossociais, ou seja, são doenças que se manifestam a partir da integração do homem com os outros e com o meio em que vive.

É perceptível clinicamente que algumas características e episódios podem contribuir para o grau da depressão.

Predisposição genética – Saber se há casos da doença na família é importante, porém, isso não significa que você poderá desenvolvê-la.

Doenças – Esclerose múltipla, derrames, câncer, mal de Parkison, mal de Alzheimer, (entre outras) podem desencadear a depressão.

Eventos estressantes – Morte de alguém querido, separação, relacionamento amorosos, problemas financeiros, mudanças, desemprego podem contribuir para o surgimento da doença.

Pessimismo, pensamento negativo, preocupação exagerada, ansiedade em excesso e mau humor podem contribuir para o aparecimento dos primeiros sinais da depressão.

Níveis hormonais – Os níveis hormonais entram em desequilíbrio e a depressão pode surgir.

É importante ressaltar que para algumas pessoas a depressão é causada por uma série dos fatores acima e, para outras basta um. Independente dos fatores da causa, é uma doença que precisa ser diagnosticada e tratada.

No Brasil a depressão atinge cerca de 11,5% da população e, é a quinta doença mais comum. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) no mundo todo há cerca de 340 milhões de pessoas com a doença.

Felizmente, as pesquisas revelam que todo o sofrimento causado pode ser amenizado quando tratado. Acompanhamento médico na prescrição e no controle das dosagens de antidepressivos e psicoterapia é o caminho para a cura.

 

Por Renaura Silva Francisconi Pardal • CRP 35469-7 • Psicóloga Clínica e Psicopedagoga • Consultório: Rua Jorge Augusto, 656 sala 19 renaura.f@hotmail.com • cel: 99299-0932

 


 

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