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Como motivar os alunos a volta às aulas para todas as idades através de dinâmicas e entretenimento

As férias são ótimas para descansar, se divertir, não ter horários rigorosos,  mas o início das aulas já se iniciam para as crianças e jovens, carregado de diversas atividades habituais nos momentos de estudo. 

É comum que alguns alunos não aceitem o retorno das responsabilidades no mundo acadêmico, principalmente depois de terem se divertido durante as férias no final do ano que são mais prolongadas.

A volta às aulas, para muitas crianças, tem um gosto amargo. Elas sofrem para retomar a rotina e os pais acabam duas vezes mais cansados, por causa do desgaste dos primeiros dias. Para evitar este sufoco, o ideal é fazer uma transição moderada do ritmo, precisando em media de três dias de adaptação, dormindo, acordando e fazendo as refeições em horários certos.
Só a melhora na disposição, entretanto, não basta para que o reinício ocorra de forma tranquila. É preciso entrar no clima de volta às aulas, incentivando a criança a ter vontade de ir à escola.

Portanto:

Passeios culturais: Ainda no término das férias, leve seus filhos para passarem em museus, centros científicos, entre outros;

Caça-palavras e palavras cruzadas: Ofereça esses exercícios como forma de divertimento, de modo a facilitar o contato com as atividades escolares. As crianças ainda em fase de alfabetização são as mais beneficiadas;

Leve a criança nas compras do material escolar: Cadernos, estojo, lápis coloridos... A criança não vê a hora de estrear o material novo. Tente providenciar a compra antes do início das aulas;

Mostre o que há de bom na escola: A estratégia é importante, principalmente para as crianças que nunca estudaram e para aquelas que precisaram mudar de escola;

Reforce as amizades: Lembre que a escola é um local onde seu filho conhece outras crianças e faz novos amigos e é o momento ideal para matar as saudades dos amiguinhos que reencontrara e rever as queridas professoras;

Dê exemplos, mostrando que toda criança vai à escola: Isso ajuda a romper com a ideia de que escola é sinônimo de castigo. Incentive a criança a aprender, explicando que também passou pela mesma fase que ela se encontra, e ressalte que atividades como ler e realizar a lição de casa é o começo para ter uma vida bem sucedida;

Fale das atividades lúdicas: Tintas, pincéis, massinha de modelar e lápis de cores atraem muito a atenção da criança. Comente com seu filho as atividades que ele realizará com prazer.

Ensinar e aprender estão sendo desafiados como nunca antes o fora. Há informações demais, múltiplas fontes, visões diferentes de mundo. Educar hoje é mais complexo porque a sociedade também é mais complexa e também o são as competências necessárias. 

Uma das reclamações generalizadas de escolas e universidades é de que os alunos não aguentam mais nossa forma de dar aula. Os alunos reclamam do tédio de ficar ouvindo um professor falando na frente por horas, da rigidez dos horários, da distância entre o conteúdo das aulas e a vida.

Antes o professor se restringia ao espaço da sala de aula. Agora precisa aprender a gerenciar também atividades à distância, visitas técnicas, orientação de projetos e tudo isso fazendo parte da carga horária da sua disciplina, flexibilizando o tempo de estada em aula e incrementando outros espaços e tempos de aprendizagem.



Na escola, os professores... 

Criarem atividades agradáveis e prazerosas: Algo que possa ter continuidade em casa, junto dos pais quando forem pequenos; 

Pré-estabelecer atividades para o dia seguinte: Isso transmite a idéia de “continuidade” e, deste modo, as crianças ficam estimuladas a voltar para a sala de aula;

Pedir para os alunos trazerem um jogo ou uma foto daquilo que fizeram nas férias, assim, sentirá vontade de contar as novidades para os colegas; 

Voltar à dinâmica das aulas aos poucos, para dar a sensação de segurança à criança.

Os jogos atraentes

Jogar não é estudar nem trabalhar, porque jogando, a aluno aprende, sobretudo, a conhecer e compreender o mundo social que o rodeia.
Afirmava-se que através do brinquedo a criança aprende a agir numa esfera cognitivista, sendo livre para determinar suas próprias ações, estimulando a curiosidade e a autoconfiança, proporcionando desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da concentração e da atenção.

Neste sentido verificamos que há três aspectos que por si só justificam a incorporação do jogo nas aulas. São estes: o caráter lúdico, o desenvolvimento de técnicas intelectuais e a formação de relações sociais.

Devemos utilizá-los não como instrumentos recreativos na aprendizagem, mas como facilitadores, colaborando para trabalhar os bloqueios que os alunos apresentam em relação a alguns conteúdos.

Os jogos trabalhados em sala de aula devem ter regras, sendo classificados em três tipos:
Jogos estratégicos: Onde são trabalhadas as habilidades que compõem o raciocínio lógico. Com eles, os alunos lêem as regras e buscam caminhos para atingirem o objetivo final, utilizando estratégias para isso. 

Jogos de treinamento: Os quais são utilizados quando o professor percebe que alguns alunos precisam de reforço num determinado conteúdo e quer substituir as cansativas listas de exercícios. 

Jogos geométricos: Que têm como objetivo desenvolver a habilidade de observação e o pensamento lógico. Com eles conseguimos trabalhar figuras geométricas, semelhança de figuras, ângulos e polígonos. 

As regras e os procedimentos devem ser apresentados aos jogadores antes da partida e preestabelecer os limites e possibilidades de ação de cada jogador. A responsabilidade de cumprir normas e zelar pelo seu cumprimento encoraja o desenvolvimento da iniciativa, da mente alerta e da confiança em dizer honestamente o que pensa.
Muitos ouvimos falar em vincular teoria à prática, utilizar dinâmicas e entretenimento como recurso didático é uma chance que temos de fazê-lo. 
São recursos interessantes e eficientes, que auxiliam os alunos a se sentirem mais interessados e motivados sobre os assuntos em questões.
 

Por Cida Lopes • Gestora/Produtora de Eventos/Docente – MBA em Hospitalidade •  cida.aparecida.lopes@gmail.com

 


 

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