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Férias !!!
Vai uma musiquinha aí ???

Quem não se lembra de uma ou umas canções que marcaram suas férias quer no campo, na praia ou mesmo em casa, no seu quarto, sozinho ou acompanhado? Na verdade, é quase impossível que nunca um de nós tenha passado por um período de férias sem vê-lo marcado por uma canção e como sabemos, música é lembrança, é recordação, é vida!
Me lembro de ter assistido a alguns bons filmes antigos rodados no final dos anos 50 e início dos 60, onde uma turma de jovens tinha algumas “sérias” preocupações ou seja, curtir uma praia em volta de uma fogueira, um violão ou um daqueles velhos toca discos de pilhas (e olhe que elas ainda não eram recarregáveis), rodando um LP de vinil, animando os “bailecos” ou as paqueras e conquistas. 
Não, não sou daqueles tempos, mas olhando algumas revistas igualmente antigas, as montadoras de carros norte americanos se valiam dessas imagens para mostrar que seus produtos eram jovens. Quem quiser estimular seus dons de arqueologista (rs), basta buscar em um desses famosos buscadores, essas imagens e curtir um tempo que ficou bastante distante.
Os da época de meus pais diziam inclusive que “amor de Santos não sobe a serra” ou seja, que os namoros nascidos naquelas noites que hoje seriam equivalentes às baladas, nunca teriam continuidade após o término do período de férias e que, por isso, não adiantaria achar ou ter esperanças de que isso fosse apenas um ditado popular.
Acho, sinceramente, que esse ditado não corresponda à realidade, pelo menos de maneira total!
Aliás, diz-se que foi graças a uma temporada de férias nos anos 80, que o presidente da Sony, gigante eletroeletrônica que dispensa maiores apresentações, descansando em uma tarde no Central Park, observava os garotos e garotas deslizando com seus patins e “bolou” algo que tornasse aqueles passeios mais agradáveis. Assim nasceu o walkman que se tornaria uma verdadeira febre mundial que acabaria tendo continuidade através dos chamados discman quando os CD’s aposentariam de vez as fitinhas K7.
Claro que a música continuaria a ser um dos principais ingredientes ligados ao lazer e às férias e por essa razão os discman entrariam no passado quando os MP3 surgiram. Muito menores e isentos do efeito soluço ou seja, quando qualquer solavanco fazia a faixa que estava sendo tocada pular, os MP3 pareciam ser insubstituíveis dada a sua praticidade. Certinho de se pensar assim até que os rádios fossem transportados para os celulares e, melhor ainda, com direito algum tempo depois, a permitir que cada um escolhesse suas trilhas sonoras gravando-as nos cartões mini SD.
E o que esperar do futuro que está a cada dia mais próximo e acessível de nós? 
Óculos combinados com reprodutores de games e músicas já não são novidade! Seria a vez da ficção científica (um termo quase tão obsoleto quanto se falar, hoje, de nave interplanetária) permitir que a realidade acabe por instalar chips de altíssima velocidade sob nossa pele e que a um simples comando de voz as canções que desejássemos ouvir fossem sendo reproduzidas através de nossos cérebros. Coisa maluca porém, pouco improvável de acontecer!

E aí eu volto a olhar para aquelas velhas gravuras e a assistir aqueles velhos filmes do tempo do Beach Rock (termo que batizaria uma das mais célebres bandas americanas e que ainda hoje, vez por outra, aparece fazendo uns shows, na ativa – The Beach Boys) e do Surf Rock, e fico imaginando como seria se cada um daqueles jovens daquela época, cada um ouvindo o que mais lhe agradasse, conseguiria se lembrar do nome de alguma daquelas garotas em maiôs de duas peças (era assim que se chamavam os biquínis), tão logo seus pais, com eles, subissem a serra. Realmente acredito que os amores de Santos definitivamente não conseguiriam subir a Serra!!!

Bruno Saike • músico e vocalista da Banda He Saike 


 

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