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Dia da Consciência Negra
Uma bandeira contra o racismo

Dia Nacional de Consciência Negra a considerar que a data, surgiu em 1971 por iniciativa do Grupo Palmares de Porto Alegre (RS), e foi assimilada em 1978 durante congresso do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, que depois veio a denominar-se Movimento Negro Unificado - MNU. A proposição reivindicatória efetivou-se como agenda oficial, consagrando Zumbi dos Palmares.
O líder negro do Quilombo dos Palmares, como herói é a referência da data de sua morte – como elemento impulsor para a consciência negra no Brasil, esta data é uma forma encontrada pela população negra para homenagear o líder na época dos quilombos, fortalecendo assim mitos e referências históricas da cultura e trajetória negra no Brasil e também reforçando as lideranças atuais. "É o dia de lembrar o triste assassinato de Zumbi, que é considerado herói nacional por lei, e de combate ao racismo". A lei federal de 2011 (12.519) institui o 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra. 
O nome Palmares foi dado pelos portugueses, em razão do grande número de palmeiras encontradas na região da Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, hoje, estado de Alagoas.
Palmares constituiu-se como abrigo não só de negros, mas também de brancos pobres, índios e mestiços extorquidos pelos colonizadores. Os quilombos, que na língua banto significam "povoação", funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que também abrigavam escravos fugidos de fazendas.
Além da festa e da lembrança histórica, a data foi idealizada para marcar e abrir o debate sobre as políticas de ações afirmativas para o acesso dos negros, ao que um Estado democrático de direito deve oferecer a todo e qualquer cidadão: direito à educação, à saúde, à justiça social, entre outros aspectos. 
Tendo em vista que a influência do negro marcou profundamente a identidade e a cultura nacional, o reconhecimento e a inclusão dos conteúdos relativos à África e ao povo africano no currículo das escolas (obrigatórios), foram de extrema importância, mesmo que tenham sido somente no início do século XXI.
Para abranger um pouco mais profundo sobre o tema, precisamos compreender:

O que é Consciência
É o termo que significa conhecimento, percepção, honestidade. Também pode revelar a noção dos estímulos à volta de um indivíduo que confirmam a sua existência. 
Por esse motivo se costuma dizer que quem está desmaiado ou em coma está inconsciente.
A consciência também está relacionada com o sentido de moralidade e de dever, pois é a noção das próprias ações ou sentimentos internos no momento em que essas ações são executadas. 
O conceito de consciência está intimamente relacionado com termos como  "eu", “existência", "pessoa", revelando uma conexão existente entre consciência e a consciência moral. 
Consciência moral
É a certeza interior instantânea que algumas atitudes são certas ou erradas. A consciência moral também pode resultar no sentimento de culpa ou em alegria, dependendo do valor moral das ações em questão. O sentimento de culpa quando alguém faz alguma coisa errada é popularmente descrito como consciência pesada.
No contexto atual, no Brasil a questão do preconceito racial é problemática, porque, quando se colocam em foco políticas de ações afirmativas o conceito de “negro” torna-se complexo. Entra em jogo também o conceito de afro-descendente. 
Através dos estudos da genética, por meio da biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros aparentemente brancos trazem marcadores genéticos africanos, cada um de nós pode se dizer um afro-descendente na busca da unidade como mestiços.
Hoje esta unidade esta se ampliando por ter a consciência plena de que antes de sermos de cores diferentes, somos seres humanos oriundo de um ponto único e pleno.
Se um garoto, aparentemente branco, declara-se como negro e reivindicar seus direitos como afro-descendentes, num caso relacionado como as cotas, por exemplo, não há como contestar. O único jeito é submeter essa pessoa a um teste de DNA. 
Tanto para ambos os lados que paira a duvida de que os brasileiros em sua grande maioria têm em seu DNA a origem de afro-descendencia, tanto que nos indignamos em voz alta e clamamos a cada noticiário maldoso, a punição severa de tal ato.
Mesmo que o mito da democracia racial brasileira seja cantado em verso e prosa por todos os cantos desse mundo domesticado, pelo pensamento politicamente correto, precisamos ter consciência de que as feridas abertas por três séculos pelo regime escravocrata no Brasil ainda precisam ser sanadas verdadeiramente; assim como o déficit social e a carga de preconceito que o rastro desse longo período deixou.
Conhecer e reconhecer o ponto de vista dos negros e valorizar sua contribuição cultural e de identidade, não só diz respeito aos afro-descendentes, mas a todos nós, frutos de uma sociedade multicultural: a sociedade brasileira.

Cida Lopes • Gestora/Produtora de Eventos/Docente – MBA em Hospitalidade • cida.aparecida.lopes@gmail.com

 


 

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