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Arena Corinthians
Um patrimônio da nação alvinegra, mas principalmente da cidade de São Paulo

A nova arena Corinthians, em fase final de obras, representa um grande passo no desenvolvimento da Zona Leste da cidade de São Paulo.

Muito mais do que um simples estádio de futebol, ela traz consigo além do aspecto emocional para a grande Nação Alvinegra, um legado efetivo que irá influenciar e dinamizar novos investimentos na região. 

Figura importantíssima na idealização da Arena Corinthians, que será inaugurada ainda este mês em Itaquera e que será palco para jogos da Copa do Mundo entre junho e julho, o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez conversou com a Revista CityPenha. No bate-papo ele ressaltou a importância que o empreendimento terá para a cidade de São Paulo e, principalmente, para a Zona Leste. Confira!

CityPenha: Esse estádio é muito bonito, muito moderno. Como você vê esse projeto, do sonho corintiano?
Andrés Sánchez: É lógico que o sonho corintiano é uma coisa incalculável, porque há mais de cem anos que nós estamos sonhando com o estádio do Corinthians. E, obviamente, tivemos mais de treze maquetes quando lançou o estádio, não só aqui para Itaquera, como em um monte de lugares em São Paulo. E o Lula, quando estávamos falando do Pacaembu, me chamou e falou ‘vai fazer o estádio?’. Eu falei que estava tentando fazer no Pacaembu e ele falou que estádio tinha que ser feito na Zona Leste, até porque, nas últimas décadas, o poder público investiu o mínimo, ou nada, na Zona Leste. E é provado no mundo que, com um estádio desse porte, a redondeza cresce bastante, com empresas, com emprego e com muitas outras coisas. Então, o Lula disse ‘você tem que fazer na Zona Leste’. Aí começou o movimento. Muita gente era contra fazer o estádio aqui. Muita gente de São Paulo não queria aqui, porque existe uma discriminação, preconceito total com a Zona Leste. E eu fui um dos que briguei bastante para que fosse aqui e, graças a Deus, tivemos sucesso. O que a Zona Leste deu para o Corinthians nos últimos cem anos nós vamos devolver eternamente [com o estádio].

CityPenha: Você tem contato com os torcedores. Como você sente a reação deles com relação ao estádio?
Andrés Sánchez: Eu falo até pela Zona Leste, que tem são-paulino, palmeirense, santista. Dificilmente um são-paulino, um palmeirense ou um próprio santista deixa de agradecer pelo estádio ter vindo aqui para a Zona Leste. Porque eles sabem que, independente dos clubes de futebol, vai ter um grande desenvolvimento na região. Sobre o corintiano eu nem vou falar. Onde quer que fosse o estádio, ele iria assistir ao jogo, mas, obviamente, como nós somos maioria em todos os segmentos, inclusive aqui na Zona Leste, eles ficaram muito mais contentes.

CityPenha: A gente pode dizer que essa é uma das arenas da Copa que vai ter um dos maiores legados, até pelo uso do estádio, não é?
Andrés Sánchez: Não só pelo uso do estádio. Mas tem que dar parabéns à Prefeitura e ao Governo do Estado, em nome do prefeito Haddad e do Geraldo Alckmin [governador]. Não é o ideal o que estão fazendo aqui ainda, mas é bem melhor do que estava e, com o tempo, vai crescer ainda mais. Eles estão de parabéns. Talvez seja São Paulo a única cidade que está deixando um pouco de legado para a população.

CityPenha: Por que as obras no entorno vão expandir muito, até pela necessidade que o próprio estádio vai trazer.
Andrés Sánchez: Vai crescer tempo a tempo. A própria Zona Leste necessita. Aqui precisa ter muito mais desenvolvimento do que tem hoje.

CityPenha: Quais são as características marcantes que você pode destacar do estádio?
Andrés Sánchez: O estádio foi desenvolvido não só no jogo de futebol. Aqui tem 42 mil metros quadrados de ambiente confortável, com ar condicionado, com carpete de primeira linha, com mármore, com um excelente acabamento, para que sejam feitos muitos eventos. Então, aqui o povo da Zona Leste e de São Paulo vai poder fazer casamento, batizado, festa, aniversário de 15 anos, velório e tudo aquilo que ele quiser fazer. Aqui dá para fazer 16 festas de 300 a 600 pessoas ao mesmo tempo. Aqui vai ter muita convenção, muito evento. São Paulo necessita de áreas para convenção, para grandes empresas.

CityPenha: E isso [espaços para eventos] é uma coisa que ninguém fala, não é?
Andrés Sánchez: A imprensa é difícil falar mesmo. O estádio vai ter o jogo de futebol quando for o jogo. Aqui é uma arena multiuso. Terá shows também, não no gramado, mas nos estacionamentos. Cabem até 40 mil pessoas. Então, vão ter muito mais ações e, depois de inaugurar o estádio, vai acontecer um monte de eventos.

CityPenha: Falando um pouco do futebol em si. A capacidade efetiva do estádio do Corinthians é de 44 mil lugares?
Andrés Sánchez: Após a Copa do Mundo, 48 mil lugares. A estrutura foi feita para 70 mil. Então, se daqui alguns anos o Corinthians quiser crescer as arquibancadas fixas, ele pode ter até 70 mil lugares.

CityPenha: Podemos dizer que a Arena Corinthians é um novo patrimônio da cidade de São Paulo?
Andrés Sánchez: Pode dizer não. Isso é a realidade! Aqui só vai ser Corinthians em dia de jogo. Fora o jogo, aqui é da cidade e vai ter muito evento. Já temos um monte eventos marcados de empresas que querem fazer festas de fim de ano e convenções aqui. O grande ganho do Corinthians não vai ser o jogo de futebol e, sim, os eventos de domingo a segunda, que tem para todos os gostos.


 

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